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Agricultura

   Os ribeirinhos de Porto Velho (RO) participaram de um dia de campo sobre o feijão-caupi, também conhecido regionalmente como "feijão-de-praia". O evento foi realizado na comunidade Nova Esperança, localizada no distrito de Calama, a aproximadamente 150 quilômetros da capital. A ação faz parte de um projeto da Embrapa Rondônia, em parceria com a Emater-RO, que busca levar a estes produtores tecnologias para a produção de sementes de feijão-caupi.
   O feijão-caupi possui alto valor nutritivo e é uma das principais fontes de renda da população ribeirinha, que aproveita o período de estiagem, em que o nível das águas do Rio Madeira baixa, formando uma grande extensão de terras com alta fertilidade, para cultivarem o feijão-caupi. A utilização dessas áreas para a agricultura dispensa o uso de adubação, irrigação e aplicação de  defensivos, o que favorece o cultivo agroecológico do feijão-caupi, a um custo de produção consideravelmente baixo.
   Mesmo com estas vantagens, ainda há falta de conhecimento das técnicas adequadas de produção e de armazenamento e problemas financeiros que dificultam o cultivo local e a manutenção de sementes com qualidade para o plantio da safra seguinte. Aspectos que o projeto pretende melhorar em comunidades localizadas à margem direita do baixo Madeira. “O dia de campo é uma forma de levarmos as tecnologias para os ribeirinhos e eles podem ver os resultados e se apropriar dos conhecimentos repassados”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa Rondônia, Davi Oliveira.
   A produtora Oscarina Vieira, que também é presidente da associação dos ribeirinhos locais, adotou algumas tecnologias da Embrapa, repassadas no início do projeto, e já percebeu a diferença. “Nesta última safra eu usei inoculante em uma área da minha plantação de feijão-caupi e vi certa diferença para a área onde não usei nada”, conta. Aldemira Vieira também seguiu algumas orientações dadas pelos agrônomos da Embrapa e diz ter uma boa expectativa de colheita para esse ano. “A lavoura tá bonita e já vamos começar a colher, acho que a produção vai ser boa”. A colega Elci da Silva complementa que “O feijão-caupi tá com um bom preço ultimamente e isso anima a gente”.
   Durante o evento os ribeirinhos receberam informações sobre as cultivares melhoradas de feijão-caupi da Embrapa, oferecendo mais opções ao produtor na escolha de variedades a serem plantadas; foram abordados os principais aspectos da fixação biológica de nitrogênio e as principais vantagens desta tecnologia, como menor impacto ambiental, menor custo e maior produtividade; e apresentadas as principais formas de comercialização da produção, formação de preço e a importância da associação dos produtores para alcançar preços mais elevados.
O Feijão-caupi
   O feijão-caupi é um dos principais componentes da dieta alimentar nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, especialmente na zona rural. Isso se deve ao seu elevado valor nutritivo, pois é rico em proteínas, ferro, zinco, fibras dietéticas, baixa quantidade de gordura e não contém colesterol.

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13/10/2013

   Os ribeirinhos de Porto Velho (RO) participaram de um dia de campo sobre o feijão-caupi, também conhecido regionalmente como "feijão-de-praia". O evento foi realizado na comunidade Nova Esperança, localizada no distrito de Calama, a aproximadamente 150 quilômetros da capital. A ação faz parte de um projeto da Embrapa Rondônia, em parceria com a Emater-RO, que busca levar a estes produtores tecnologias para a produção de sementes de feijão-caupi.
   O feijão-caupi possui alto valor nutritivo e é uma das principais fontes de renda da população ribeirinha, que aproveita o período de estiagem, em que o nível das águas do Rio Madeira baixa, formando uma grande extensão de terras com alta fertilidade, para cultivarem o feijão-caupi. A utilização dessas áreas para a agricultura dispensa o uso de adubação, irrigação e aplicação de  defensivos, o que favorece o cultivo agroecológico do feijão-caupi, a um custo de produção consideravelmente baixo.
   Mesmo com estas vantagens, ainda há falta de conhecimento das técnicas adequadas de produção e de armazenamento e problemas financeiros que dificultam o cultivo local e a manutenção de sementes com qualidade para o plantio da safra seguinte. Aspectos que o projeto pretende melhorar em comunidades localizadas à margem direita do baixo Madeira. “O dia de campo é uma forma de levarmos as tecnologias para os ribeirinhos e eles podem ver os resultados e se apropriar dos conhecimentos repassados”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa Rondônia, Davi Oliveira.
   A produtora Oscarina Vieira, que também é presidente da associação dos ribeirinhos locais, adotou algumas tecnologias da Embrapa, repassadas no início do projeto, e já percebeu a diferença. “Nesta última safra eu usei inoculante em uma área da minha plantação de feijão-caupi e vi certa diferença para a área onde não usei nada”, conta. Aldemira Vieira também seguiu algumas orientações dadas pelos agrônomos da Embrapa e diz ter uma boa expectativa de colheita para esse ano. “A lavoura tá bonita e já vamos começar a colher, acho que a produção vai ser boa”. A colega Elci da Silva complementa que “O feijão-caupi tá com um bom preço ultimamente e isso anima a gente”.
   Durante o evento os ribeirinhos receberam informações sobre as cultivares melhoradas de feijão-caupi da Embrapa, oferecendo mais opções ao produtor na escolha de variedades a serem plantadas; foram abordados os principais aspectos da fixação biológica de nitrogênio e as principais vantagens desta tecnologia, como menor impacto ambiental, menor custo e maior produtividade; e apresentadas as principais formas de comercialização da produção, formação de preço e a importância da associação dos produtores para alcançar preços mais elevados.
O Feijão-caupi
   O feijão-caupi é um dos principais componentes da dieta alimentar nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, especialmente na zona rural. Isso se deve ao seu elevado valor nutritivo, pois é rico em proteínas, ferro, zinco, fibras dietéticas, baixa quantidade de gordura e não contém colesterol.