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Agricultura

No pacato distrito de Nazaré, distante da capital, Porto Velho 200 quilômetros, com o apoio do Governador Confúcio Moura, através da secretaria de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) e da Empresa de Assistência e Extensão Rural (Emater), o clima é de festa, progresso e desenvolvimento com a colheita e comercialização de mais de 36 mil frutos de melancia produtos de ótima qualidade.  
 
No final de semana, durante a 7ª Festa da Melancia mais de 3 mil pessoas entre ribeirinhos da região, visitantes e a comunidade local consumiram mais de 1.200 frutos de melancia distribuídos gratuitamente ao público, segundo, Márcio  André Milani, gerente regional do Território Madeira Mamoré da Emater.

Diversos concursos sedimentando a cultura do cultivo da melancia animavam os visitantes. Bailões, gente jovem e bonita desfilando pelas calçadas e vielas da comunidade cercada de mata verde e uma natureza exuberante que chegavam de barcos, voadeiras e rabetas. Hotéis e pousadas, estavam lotados. Nos bares e restaurantes a clientela fazia a festa saboreando pratos e tira-gosto típicos do Madeira.  

Na barraca das mulheres da Associação de Moradores, Produtores e Amigos de Nazaré, dezenas de compotas, doces, licores, rapadurinha, pé-de-moloque, cocada com sabor de melancia, entre outros completavam alegria dos gordinhos. Tudo a preços módicos.

A secretária adjunta da Seagri, Mary Terezinha Braganhol, representando o Governador Confúcio Moura prestigiou abertura da 7ª Festa da Melancia e juntamente com uma equipe do Programa Globo Rural acompanhou o carregamento de uma entre as tantas embarcações que transportam até Porto Velho (RO) e Manaus (AM), os frutos das melancias produzidas em Nazaré, que dali são distribuída para outras regiões gerando emprego e rendas.

Apoio aos pequenos produtores

Por determinação do Governo do Estado, 80 pequenos produtores rurais de Nazaré as margens do rio Madeira receberam sementes de melancia, das espécies farifax, Charleston e Crispon que se adaptaram perfeitamente a região apresentando na prática excelentes resultados.

A explicação é relativamente simples: a região do médio e baixo Madeira, acumula os sedimentos que descem dos Andes peruanos e bolivianos, há mais de 5 mil quilômetros no período das cheias. Entre os meses de outubro e março interligando-se com centenas de corixos e lagos estes componentes químicos naturais se acomodam no solo. De abril em diante tem lugar a vazante que vai até agosto. Em setembro as águas parecem estagnadas.

Todos os macro e micros nutrientes transportados pelas águas ao longo dos meses vão se acumulando no solo as margens do rio, transformando-se em adubo orgânico. Como a natureza é sábia, no curto período de seis meses nesta região podem ser colhidas três safras, milho, feijão e melancia. É só plantar e colher.

Pode até ser coincidência, mas um fenômeno semelhante ao do rio Madeira, ocorre no rio Nilo que nasce no continente Africano e tem mais de 6 mil quilômetros, sendo o segundo na sua categoria na era terciária. Primeiro é o rio Amazonas com mais de 7 mil quilômetros, o Madeira é 17º, com pouco mais de 3 mil quilômetros, todos se formaram no mesmo período.

No Egito uma das regiões mais desértica do planeta, o rio Nilo, como Madeira assume funções prioritárias com seus (húmus) fertilizando o solo para plantio.  

Nem sempre foi assim!

Conforme relata o professor, Artemis Águila Ribeiro, 72 anos, que reside em Nazaré a 41, quando aportou ali na região conhecida na época como: “Boca do Furo” tinha apenas 13 famílias, atualmente residem mais de  duas mil. Eduardo Costa Filho, um “patrão” que comparava borracha dos seringueiros da região mandou construir a igreja de Nossa Senhora de Nazaré antes morrer em 22 de julho de 1956, no ponto que servia para recebimento do látex que descia em direção a Manaus e dali para o resto do mundo.          


Acabou o ciclo da borracha onde existiam 11 comunidades e começo na região agricultura familiar. Segundo o professor Artemis Águila Ribeiro, quem deu o primeiro grande impulso para a transformação do distrito de Nazaré, foi o ex-governador Gerônimo Santana, criando ali, uma micro casa de cereais, uma serraria, levando energia elétrica, posto de saúde, escola e muitos outros benefícios.

Testemunhos
 

A Igrejinha de Nazaré, como uma sentinela muda permanece firme as margens do Madeira próximo ao igarapé “Boca do Furo”, conforme lembra dona Venerando Gomes da Costa, aos 74 anos, da contribuição deixada pelo seu marido que antes de morrer patrocinou o levante daquele pequeno patrimônio histórico.

Dona Veneranda Gomes da Costa, professor Artemis Águila Ribeiro, o ex-barqueiro Manoel Batista de Almeida que ao lado da família administra o restaurante Tempero do Madeira, são referências históricas para essa região que sob a batuta do Governo da Cooperação começa encontrar seu espaço rumo ao desenvolvimento.

Texto e fotos: José Luiz Alves
Fonte: Assessoria Seagri  

Galeria de Fotos

20/08/2013

No pacato distrito de Nazaré, distante da capital, Porto Velho 200 quilômetros, com o apoio do Governador Confúcio Moura, através da secretaria de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) e da Empresa de Assistência e Extensão Rural (Emater), o clima é de festa, progresso e desenvolvimento com a colheita e comercialização de mais de 36 mil frutos de melancia produtos de ótima qualidade.  
 
No final de semana, durante a 7ª Festa da Melancia mais de 3 mil pessoas entre ribeirinhos da região, visitantes e a comunidade local consumiram mais de 1.200 frutos de melancia distribuídos gratuitamente ao público, segundo, Márcio  André Milani, gerente regional do Território Madeira Mamoré da Emater.

Diversos concursos sedimentando a cultura do cultivo da melancia animavam os visitantes. Bailões, gente jovem e bonita desfilando pelas calçadas e vielas da comunidade cercada de mata verde e uma natureza exuberante que chegavam de barcos, voadeiras e rabetas. Hotéis e pousadas, estavam lotados. Nos bares e restaurantes a clientela fazia a festa saboreando pratos e tira-gosto típicos do Madeira.  

Na barraca das mulheres da Associação de Moradores, Produtores e Amigos de Nazaré, dezenas de compotas, doces, licores, rapadurinha, pé-de-moloque, cocada com sabor de melancia, entre outros completavam alegria dos gordinhos. Tudo a preços módicos.

A secretária adjunta da Seagri, Mary Terezinha Braganhol, representando o Governador Confúcio Moura prestigiou abertura da 7ª Festa da Melancia e juntamente com uma equipe do Programa Globo Rural acompanhou o carregamento de uma entre as tantas embarcações que transportam até Porto Velho (RO) e Manaus (AM), os frutos das melancias produzidas em Nazaré, que dali são distribuída para outras regiões gerando emprego e rendas.

Apoio aos pequenos produtores

Por determinação do Governo do Estado, 80 pequenos produtores rurais de Nazaré as margens do rio Madeira receberam sementes de melancia, das espécies farifax, Charleston e Crispon que se adaptaram perfeitamente a região apresentando na prática excelentes resultados.

A explicação é relativamente simples: a região do médio e baixo Madeira, acumula os sedimentos que descem dos Andes peruanos e bolivianos, há mais de 5 mil quilômetros no período das cheias. Entre os meses de outubro e março interligando-se com centenas de corixos e lagos estes componentes químicos naturais se acomodam no solo. De abril em diante tem lugar a vazante que vai até agosto. Em setembro as águas parecem estagnadas.

Todos os macro e micros nutrientes transportados pelas águas ao longo dos meses vão se acumulando no solo as margens do rio, transformando-se em adubo orgânico. Como a natureza é sábia, no curto período de seis meses nesta região podem ser colhidas três safras, milho, feijão e melancia. É só plantar e colher.

Pode até ser coincidência, mas um fenômeno semelhante ao do rio Madeira, ocorre no rio Nilo que nasce no continente Africano e tem mais de 6 mil quilômetros, sendo o segundo na sua categoria na era terciária. Primeiro é o rio Amazonas com mais de 7 mil quilômetros, o Madeira é 17º, com pouco mais de 3 mil quilômetros, todos se formaram no mesmo período.

No Egito uma das regiões mais desértica do planeta, o rio Nilo, como Madeira assume funções prioritárias com seus (húmus) fertilizando o solo para plantio.  

Nem sempre foi assim!

Conforme relata o professor, Artemis Águila Ribeiro, 72 anos, que reside em Nazaré a 41, quando aportou ali na região conhecida na época como: “Boca do Furo” tinha apenas 13 famílias, atualmente residem mais de  duas mil. Eduardo Costa Filho, um “patrão” que comparava borracha dos seringueiros da região mandou construir a igreja de Nossa Senhora de Nazaré antes morrer em 22 de julho de 1956, no ponto que servia para recebimento do látex que descia em direção a Manaus e dali para o resto do mundo.          


Acabou o ciclo da borracha onde existiam 11 comunidades e começo na região agricultura familiar. Segundo o professor Artemis Águila Ribeiro, quem deu o primeiro grande impulso para a transformação do distrito de Nazaré, foi o ex-governador Gerônimo Santana, criando ali, uma micro casa de cereais, uma serraria, levando energia elétrica, posto de saúde, escola e muitos outros benefícios.

Testemunhos
 

A Igrejinha de Nazaré, como uma sentinela muda permanece firme as margens do Madeira próximo ao igarapé “Boca do Furo”, conforme lembra dona Venerando Gomes da Costa, aos 74 anos, da contribuição deixada pelo seu marido que antes de morrer patrocinou o levante daquele pequeno patrimônio histórico.

Dona Veneranda Gomes da Costa, professor Artemis Águila Ribeiro, o ex-barqueiro Manoel Batista de Almeida que ao lado da família administra o restaurante Tempero do Madeira, são referências históricas para essa região que sob a batuta do Governo da Cooperação começa encontrar seu espaço rumo ao desenvolvimento.

Texto e fotos: José Luiz Alves
Fonte: Assessoria Seagri