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Turismo

Cléber Christofer Del Pino 26, conhecido nas arenas de rodeio do estado de Rondônia como Cléber Campo Grande, o preto velho sul mato-grossense nasceu no Mato Grosso do Sul e veio para Rondônia com os pais. Cléber teve seu primeiro encontro com o meio rural quando seu pai comprou uma fazenda no final da década de 90 e com oito anos de idade começou a ouvir e curtir o rodeio através dos versos e da voz de Marco Brasil.

Com o passar dos anos, conheceu locuções como as de Zé do Prato, Barra Mansa, Asa Branca, Ivan Diniz, Piracicabano, quando foi aprendendo e tomando gosto pela arte até que começou a fazer pequenos versos inspirados em seus ídolos, assumindo uma verdadeira paixão pela locução de rodeio.

Há pouco mais de quatro anos, com a vontade de realizar seu sonho de ser como os renomados locutores de rodeio que atraem a atenção do povo para o centro da arena, brincando, recitando versos, interagindo com a plateia e estimulando a emoção, começou a fazer a sonhada locução de rodeio.

Hoje volta a Rondônia com a vaga garantida no rodeio Junior de Barretos 2013 e é por esta garra e força de vontade que Cléber Campo Grande é nosso primeiro entrevistado do domínio rural neste mês.

Como você entrou no mundo do rodeio?

Fui criado em fazenda, dos meus pais e de familiares, e assim fui adquirindo uma verdadeira paixão pelo mundo rural, com oito anos me apaixonei por rodeio, comecei acompanhando e ouvindo grandes nomes do rodeio como Marcos Brasil.

Como veio parar em Vilhena, Rondônia?

Eu nasci na cidade de Campo Grande, quando tinha mais ou menos um ano minha família se mudou para Rondônia, mas costumo dizer que tenho sangue sul mato-grossense mais com pés rondonienses, porque sou nascido na cidade morena capital do Mato Grosso do Sul de onde tenho muito orgulho e carrego até no meu nome da locução “Cleber Campo Grande”, mas fui criado aqui no estado de Rondônia.

Como foi fazer um curso para se aperfeiçoar e no final descobrir que foi selecionado para fazer a locução do rodeio júnior em Barretos?

A emoção foi indescritível, é uma experiência que vou guardar pelo resto de minha vida, ter saído daqui, andado praticamente 2.000 quilômetros, mais de 48 horas de viagem de ônibus para chegar à cidade de Barretos e participar deste curso. O que eu já sabia melhorou bastante, o que não sabia, aprendi é lógico, a gente está aí para aprender e buscar melhorias. Aprendi bastante junto com o professor Barra Mansa e o Paulinho 1001, não só com eles mais com todos os outros locutores que participaram do curso. A prende-se um pouquinho com cada um deles e eles, também têm sempre alguma coisa para aprender com a gente, e quando chegou o resultado dizendo que Cleber Campo Grande estava classificado para narrar o rodeio júnior, poxa! Eu só tirei o chapéu e agradeci primeiramente a Deus, agradeci meus pais, meus amigos e minha namorada enfim todas as pessoas que sempre acreditaram em mim e sempre me apoiaram. Esta vitória eu dedico a eles.

Como foi o curso?

Olha, tinha muita gente talentosa, talentosas mesmo, de muita capacidade, muitas pessoas que nunca tinham entrado em uma arena e nem pegado no microfone, e eles aprenderam bastante e o que pude ajudar eu ajudei, além de fazer muitas amizades. Mas tinha muita gente bruta na locução, tinha gente que segurava o microfone e estrondava a caixa de som, aí eu pensei, cheguei aqui pra narrar peguei o microfone e falei. Estamos juntos e graças a Deus, eu e mais quatro companheiros estamos classificados para narrar no Barretos Júnior deste ano.

O que é Rodeio Junior? Qual a diferença do rodeio tradicional de Barretos?


O rodeio júnior é o rodeio jovem, que vai até 17 anos segundo as palavras do professor Barra Mansa é a menina dos olhos dos independentes, ali é onde estão as portas para entrar na arena principal e no maior “buraco” do Brasil, a maior arena do Brasil a mais desejada para os que estão buscando a qualificação para entrar no rodeio profissional para montar na arena principal de Barretos, nós estávamos lá nesta mesma busca, temos que mostrar o nosso trabalho e nossa capacidade para os independentes e todas as comissões organizadoras do mundo e do Brasil. Mostrar que estamos buscando a capacidade de também apresentar na arena principal sendo que, para entrar na arena principal, temos que passar pelo rodeio júnior e graças a Deus, este ano estaremos lá representando nossa Rondônia e também Campo Grande.

Foram quantos dias fora de Rondônia?

Foram mais ou menos uns 10 dias na cidade de Barretos fazendo o curso, um curso bastante competitivo e com muitas pessoas de qualidade, agora estamos de volta no Estado de Rondônia. Representamos Rondônia no Estado de São Paulo e estamos agora de volta a Vilhena estudando mais se aprimorando e botando em prática o que aprendi durante o curso, para chegar em Barretos agora em agosto afinado, e como sempre falo, meter a cara mesmo e fazer o que eu gosto e amo com muita vontade e fé em Deus.

Como é a vida de um locutor de Rodeio?

A vida do locutor de rodeio é bastante conturbada, vivemos na estrada, viajamos bastante de cidade em cidade, dormindo em hotel, comendo em restaurante dentro do parque de exposição, às vezes não dormimos direito, é uma vida complicada. De certa forma complicada pelo lado cansativo de estar na estrada de ficar viajando, mas também é muito satisfatório chegar a uma festa em um lugar diferente pegar o microfone dar um alô e ouvir a galera gritando para você e mostrando que estão ali para participar do rodeio, e quanto você narra com a plateia participando e reagindo é impagável, é muito emocionante, muito gostoso.

Qual fonte de inspiração e qual a vida do locutor hoje?

Mais ou menos isso ai, a locução do rodeio hoje está muito evoluída. Tem muita locução que foge um pouco do tradicional, o rodeio de muitos versos, brincadeiras com o publico, show com os animadores de arena, palhaços, mas é o moderno, o mundo evolui e o rodeio evolui também, hoje tem muito locutor moderno que é mais focado no rodeio técnico, que é estar chamando o boi e o peão, passando as informações calculadas do que está acontecendo no brête, e ao abrir a porteira narrando o que está acontecendo, uma locução mais técnica, uma locução mais focada na montaria, os locutores tradicionais que jamais devemos deixar de seguir, é a tradição do rodeio, pois se deixarmos de seguir a tradição do rodeio, não é rodeio foge do padrão do rodeio do Zé do Prato, Asa Branca, Marcos Brasil, Ivan Diniz dentre outros locutores de rodeio que fizeram seu nome dentro da historia no nosso país.

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17/07/2013

Cléber Christofer Del Pino 26, conhecido nas arenas de rodeio do estado de Rondônia como Cléber Campo Grande, o preto velho sul mato-grossense nasceu no Mato Grosso do Sul e veio para Rondônia com os pais. Cléber teve seu primeiro encontro com o meio rural quando seu pai comprou uma fazenda no final da década de 90 e com oito anos de idade começou a ouvir e curtir o rodeio através dos versos e da voz de Marco Brasil.

Com o passar dos anos, conheceu locuções como as de Zé do Prato, Barra Mansa, Asa Branca, Ivan Diniz, Piracicabano, quando foi aprendendo e tomando gosto pela arte até que começou a fazer pequenos versos inspirados em seus ídolos, assumindo uma verdadeira paixão pela locução de rodeio.

Há pouco mais de quatro anos, com a vontade de realizar seu sonho de ser como os renomados locutores de rodeio que atraem a atenção do povo para o centro da arena, brincando, recitando versos, interagindo com a plateia e estimulando a emoção, começou a fazer a sonhada locução de rodeio.

Hoje volta a Rondônia com a vaga garantida no rodeio Junior de Barretos 2013 e é por esta garra e força de vontade que Cléber Campo Grande é nosso primeiro entrevistado do domínio rural neste mês.

Como você entrou no mundo do rodeio?

Fui criado em fazenda, dos meus pais e de familiares, e assim fui adquirindo uma verdadeira paixão pelo mundo rural, com oito anos me apaixonei por rodeio, comecei acompanhando e ouvindo grandes nomes do rodeio como Marcos Brasil.

Como veio parar em Vilhena, Rondônia?

Eu nasci na cidade de Campo Grande, quando tinha mais ou menos um ano minha família se mudou para Rondônia, mas costumo dizer que tenho sangue sul mato-grossense mais com pés rondonienses, porque sou nascido na cidade morena capital do Mato Grosso do Sul de onde tenho muito orgulho e carrego até no meu nome da locução “Cleber Campo Grande”, mas fui criado aqui no estado de Rondônia.

Como foi fazer um curso para se aperfeiçoar e no final descobrir que foi selecionado para fazer a locução do rodeio júnior em Barretos?

A emoção foi indescritível, é uma experiência que vou guardar pelo resto de minha vida, ter saído daqui, andado praticamente 2.000 quilômetros, mais de 48 horas de viagem de ônibus para chegar à cidade de Barretos e participar deste curso. O que eu já sabia melhorou bastante, o que não sabia, aprendi é lógico, a gente está aí para aprender e buscar melhorias. Aprendi bastante junto com o professor Barra Mansa e o Paulinho 1001, não só com eles mais com todos os outros locutores que participaram do curso. A prende-se um pouquinho com cada um deles e eles, também têm sempre alguma coisa para aprender com a gente, e quando chegou o resultado dizendo que Cleber Campo Grande estava classificado para narrar o rodeio júnior, poxa! Eu só tirei o chapéu e agradeci primeiramente a Deus, agradeci meus pais, meus amigos e minha namorada enfim todas as pessoas que sempre acreditaram em mim e sempre me apoiaram. Esta vitória eu dedico a eles.

Como foi o curso?

Olha, tinha muita gente talentosa, talentosas mesmo, de muita capacidade, muitas pessoas que nunca tinham entrado em uma arena e nem pegado no microfone, e eles aprenderam bastante e o que pude ajudar eu ajudei, além de fazer muitas amizades. Mas tinha muita gente bruta na locução, tinha gente que segurava o microfone e estrondava a caixa de som, aí eu pensei, cheguei aqui pra narrar peguei o microfone e falei. Estamos juntos e graças a Deus, eu e mais quatro companheiros estamos classificados para narrar no Barretos Júnior deste ano.

O que é Rodeio Junior? Qual a diferença do rodeio tradicional de Barretos?


O rodeio júnior é o rodeio jovem, que vai até 17 anos segundo as palavras do professor Barra Mansa é a menina dos olhos dos independentes, ali é onde estão as portas para entrar na arena principal e no maior “buraco” do Brasil, a maior arena do Brasil a mais desejada para os que estão buscando a qualificação para entrar no rodeio profissional para montar na arena principal de Barretos, nós estávamos lá nesta mesma busca, temos que mostrar o nosso trabalho e nossa capacidade para os independentes e todas as comissões organizadoras do mundo e do Brasil. Mostrar que estamos buscando a capacidade de também apresentar na arena principal sendo que, para entrar na arena principal, temos que passar pelo rodeio júnior e graças a Deus, este ano estaremos lá representando nossa Rondônia e também Campo Grande.

Foram quantos dias fora de Rondônia?

Foram mais ou menos uns 10 dias na cidade de Barretos fazendo o curso, um curso bastante competitivo e com muitas pessoas de qualidade, agora estamos de volta no Estado de Rondônia. Representamos Rondônia no Estado de São Paulo e estamos agora de volta a Vilhena estudando mais se aprimorando e botando em prática o que aprendi durante o curso, para chegar em Barretos agora em agosto afinado, e como sempre falo, meter a cara mesmo e fazer o que eu gosto e amo com muita vontade e fé em Deus.

Como é a vida de um locutor de Rodeio?

A vida do locutor de rodeio é bastante conturbada, vivemos na estrada, viajamos bastante de cidade em cidade, dormindo em hotel, comendo em restaurante dentro do parque de exposição, às vezes não dormimos direito, é uma vida complicada. De certa forma complicada pelo lado cansativo de estar na estrada de ficar viajando, mas também é muito satisfatório chegar a uma festa em um lugar diferente pegar o microfone dar um alô e ouvir a galera gritando para você e mostrando que estão ali para participar do rodeio, e quanto você narra com a plateia participando e reagindo é impagável, é muito emocionante, muito gostoso.

Qual fonte de inspiração e qual a vida do locutor hoje?

Mais ou menos isso ai, a locução do rodeio hoje está muito evoluída. Tem muita locução que foge um pouco do tradicional, o rodeio de muitos versos, brincadeiras com o publico, show com os animadores de arena, palhaços, mas é o moderno, o mundo evolui e o rodeio evolui também, hoje tem muito locutor moderno que é mais focado no rodeio técnico, que é estar chamando o boi e o peão, passando as informações calculadas do que está acontecendo no brête, e ao abrir a porteira narrando o que está acontecendo, uma locução mais técnica, uma locução mais focada na montaria, os locutores tradicionais que jamais devemos deixar de seguir, é a tradição do rodeio, pois se deixarmos de seguir a tradição do rodeio, não é rodeio foge do padrão do rodeio do Zé do Prato, Asa Branca, Marcos Brasil, Ivan Diniz dentre outros locutores de rodeio que fizeram seu nome dentro da historia no nosso país.