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Agricultura

Foto: Dhiony Costa e Silva

Foto: Dhiony Costa e Silva

O Diagnóstico de Sanidade Vegetal da Lavoura Cafeeira do Estado de Rondônia foi apresentado à Comissão Estadual de Sanidade Vegetal no dia 13 de julho pelo grupo de trabalho composto por membros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) e Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do estado de Rondônia (Idaron). O diagnóstico identificou como comuns as doenças encontradas nos cafezais de Rondônia. Havia, inicialmente, uma suspeita de uma nova doença, que não se confirmou.

Para a gerente de defesa sanitária vegetal da Idaron, Raquel Barbosa da Silva, apesar de serem doenças corriqueiras nas lavouras de café no país, deve-se ter cuidado para que não venha a afetar a cultura no estado e causar danos maiores. "Um conjunto de sintomas estavam ocorrendo nos cafeeiros clonais e, a princípio, o produtor entendia como uma doença nova, mas isso não se confirmou, tratando-se de doenças comuns aos cafeeiros. A preocupação agora é quanto ao manejo que a lavoura está tendo hoje, podendo contribuir para o aparecimento e alastramento destas doenças nos cafezais”, afirma.

Raquel Barbosa destaca ainda que o foco do trabalho é que o estado de Rondônia tenha uma produção de mudas com qualidade sanitária e, para isso, é preciso fiscalizar com mais eficiência a produção das mudas, atentando para o substrato utilizado, o local de instalação do viveiro e o acompanhamento de um responsável técnico, garantindo a procedência e sanidade.

O coordenador de Agropecuária da Seagri, Julio Peres, complementa. “A forma mais eficaz de ter uma lavoura sadia é com o emprego de cultivares certificadas, controle fitossanitário, adubação, irrigação, condução de copa e manejo adequado da cultura durante todo o ciclo de vida da planta". O presidente da Câmara Setorial do Café evidencia que a fiscalização é importante para que não haja riscos de proliferação de pragas em nos cafezais. "Temos uma cafeicultura pujante e em expansão, precisamos ter os cuidados necessários nos viveiros e nas lavouras para evitar o crescimento das pragas e, consequentemente, gerar prejuízos", comenta.
 
O pesquisador da Embrapa Rondônia, José Roberto Vieira alerta os produtores. “Uma grande preocupação continua a ser a ocorrência nos cafezais do nematoide das galhas que, mesmo com ações de fiscalização rigorosas feitas pela Idaron, continua a se expandir em Rondônia e, uma vez que a doença entra na área de produção é muito difícil de controlar”, explica o pesquisador, complementando ainda que o produtor precisa estar atento quanto às mudas. “O melhor que o produtor pode fazer é adquirir mudas sadias e certificadas, de viveiros registrados que têm comprovação de tratamento de substratos, a fim de não levar novas mudas doentes para as áreas onde o nematoide não ocorre”.

O grupo de trabalho foi criado pela Seagri no final de abril deste ano para investigar os relatos de ocorrência de doenças e elaborar diagnóstico de sanidade vegetal da lavoura cafeeira. "Com as informações repassadas pelos produtores de que estava havendo a ocorrência de uma possível nova doença nos cafezais, formamos uma equipe de trabalho com especialistas na área de sanidade vegetal para irem a campo recolher amostras e analisar," explica o gerente de agricultura da Seagri, Francisco Anithoan de Figueredo.

Após visitas dos pesquisadores nas propriedades dos municípios de Alta Floresta d’ Oeste, São Miguel do Guaporé e Alvorada d’ Oeste para a coleta de amostras de plantas com sintomas de amarelecimento (chamado pelos produtores de amarelão do cafeeiro) e de manchas necróticas que estavam causando danos em cafeeiros clonais, o diagnóstico foi realizado pelo Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Rondônia.

Segundo o secretário da Seagri, Evandro Padovani, todas as medidas foram tomadas para chegar a este diagnóstico o mais rápido possível, tendo em vista que o estado tem uma meta estipulada pelo governador de alcançar uma produção de quatro milhões de sacas até 2018. Mas, para isso acontecer, o produtor tem que tomar os devidos cuidados. “Na hora de implantar a lavoura o produtor tem que buscar mudas certificadas e com garantia de sanidade do viverista, além de conduzir o cafezal com os tratos culturais necessários. Assim teremos as quatro milhões de sacas de café com qualidade em Rondônia", conclui.

Fonte: Seagri-RO

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23/07/2015

O Diagnóstico de Sanidade Vegetal da Lavoura Cafeeira do Estado de Rondônia foi apresentado à Comissão Estadual de Sanidade Vegetal no dia 13 de julho pelo grupo de trabalho composto por membros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) e Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do estado de Rondônia (Idaron). O diagnóstico identificou como comuns as doenças encontradas nos cafezais de Rondônia. Havia, inicialmente, uma suspeita de uma nova doença, que não se confirmou.

Para a gerente de defesa sanitária vegetal da Idaron, Raquel Barbosa da Silva, apesar de serem doenças corriqueiras nas lavouras de café no país, deve-se ter cuidado para que não venha a afetar a cultura no estado e causar danos maiores. "Um conjunto de sintomas estavam ocorrendo nos cafeeiros clonais e, a princípio, o produtor entendia como uma doença nova, mas isso não se confirmou, tratando-se de doenças comuns aos cafeeiros. A preocupação agora é quanto ao manejo que a lavoura está tendo hoje, podendo contribuir para o aparecimento e alastramento destas doenças nos cafezais”, afirma.

Raquel Barbosa destaca ainda que o foco do trabalho é que o estado de Rondônia tenha uma produção de mudas com qualidade sanitária e, para isso, é preciso fiscalizar com mais eficiência a produção das mudas, atentando para o substrato utilizado, o local de instalação do viveiro e o acompanhamento de um responsável técnico, garantindo a procedência e sanidade.

O coordenador de Agropecuária da Seagri, Julio Peres, complementa. “A forma mais eficaz de ter uma lavoura sadia é com o emprego de cultivares certificadas, controle fitossanitário, adubação, irrigação, condução de copa e manejo adequado da cultura durante todo o ciclo de vida da planta". O presidente da Câmara Setorial do Café evidencia que a fiscalização é importante para que não haja riscos de proliferação de pragas em nos cafezais. "Temos uma cafeicultura pujante e em expansão, precisamos ter os cuidados necessários nos viveiros e nas lavouras para evitar o crescimento das pragas e, consequentemente, gerar prejuízos", comenta.
 
O pesquisador da Embrapa Rondônia, José Roberto Vieira alerta os produtores. “Uma grande preocupação continua a ser a ocorrência nos cafezais do nematoide das galhas que, mesmo com ações de fiscalização rigorosas feitas pela Idaron, continua a se expandir em Rondônia e, uma vez que a doença entra na área de produção é muito difícil de controlar”, explica o pesquisador, complementando ainda que o produtor precisa estar atento quanto às mudas. “O melhor que o produtor pode fazer é adquirir mudas sadias e certificadas, de viveiros registrados que têm comprovação de tratamento de substratos, a fim de não levar novas mudas doentes para as áreas onde o nematoide não ocorre”.

O grupo de trabalho foi criado pela Seagri no final de abril deste ano para investigar os relatos de ocorrência de doenças e elaborar diagnóstico de sanidade vegetal da lavoura cafeeira. "Com as informações repassadas pelos produtores de que estava havendo a ocorrência de uma possível nova doença nos cafezais, formamos uma equipe de trabalho com especialistas na área de sanidade vegetal para irem a campo recolher amostras e analisar," explica o gerente de agricultura da Seagri, Francisco Anithoan de Figueredo.

Após visitas dos pesquisadores nas propriedades dos municípios de Alta Floresta d’ Oeste, São Miguel do Guaporé e Alvorada d’ Oeste para a coleta de amostras de plantas com sintomas de amarelecimento (chamado pelos produtores de amarelão do cafeeiro) e de manchas necróticas que estavam causando danos em cafeeiros clonais, o diagnóstico foi realizado pelo Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Rondônia.

Segundo o secretário da Seagri, Evandro Padovani, todas as medidas foram tomadas para chegar a este diagnóstico o mais rápido possível, tendo em vista que o estado tem uma meta estipulada pelo governador de alcançar uma produção de quatro milhões de sacas até 2018. Mas, para isso acontecer, o produtor tem que tomar os devidos cuidados. “Na hora de implantar a lavoura o produtor tem que buscar mudas certificadas e com garantia de sanidade do viverista, além de conduzir o cafezal com os tratos culturais necessários. Assim teremos as quatro milhões de sacas de café com qualidade em Rondônia", conclui.

Foto: Dhiony Costa e Silva