Por Ilson Corrêa*

Iniciamos uma nova safra, subindo degraus cada vez mais íngremes e poças de lamas que nos impedem de correr a favor de mercados que tanto exigem. A pecuária já se atentou à necessidade do aumento da produtividade, que só será possível a partir do pilar composto por três alicerces: genética, nutrição e manejo. Alinhando esses conceitos, da porteira pra dentro, o pecuarista terá todas as ferramentas para agregar valor à sua produção. Ele pode alcançar alta produtividade e reduzir o tempo de abate, obter melhor rendimento de carcaça (conformação superior e animais precoces com acabamento de 3 a 10mm de gordura), requisitos que definem a procedência da proteína vermelha.

Somado ao apoio da União, os mercados externos se abrirão automaticamente, fazendo elevar o faturamento por hectare para o criador. Segundo o JBS, atualmente apenas 14% da produção brasileira se enquadra nos padrões desejáveis de produção. Para atendermos o mercado internacional à altura, é preciso que os criadores trabalhem em conjunto. Devemos, por meio da indústria frigorífica, apresentar uma carne bovina superior, obtendo assim a valorização que tanto aguardamos.

Cresce também a necessidade de maior comprometimento na produção de qualidade. Com a renda de boa parte da população em crescimento, apresentar uma carne macia e saborosa pode ser considerado o diferencial para que a proteína vermelha deixe de ser apenas mais um ingrediente na mesa do consumidor e seja vista como elemento essencial na culinária gourmet. Por isso, devemos elevar o padrão da carne brasileira, que sob a ótica dos importadores, ainda é classificada como ingrediente. Além de trabalhar com touros melhoradores e genética de qualidade, é necessário inseri-los em programas de melhoramento e, a partir daí, promover o acompanhamento técnico-científico na propriedade.

Ações como estas elevam a margem de lucro anual de fazendas no Centro-Oeste, e nos colocam como referência na pecuária brasileira. Ao disponibilizarmos 1000 reprodutores de alta qualidade, em um único dia no mercado, notamos a vocação e o interesse do agronegócio brasileiro em ocupar espaço na demanda crescente por carne bovina projetada para as próximas décadas. Verifico também a evolução e o profissionalismo voltado à seleção genética, mas com o reconhecimento de que ainda temos muito a desenvolver.

*Ilson Corrêa é diretor de pecuária da Nelore Grendene, em Cáceres (MT).

10/03/2016

Por Ilson Corrêa*

Iniciamos uma nova safra, subindo degraus cada vez mais íngremes e poças de lamas que nos impedem de correr a favor de mercados que tanto exigem. A pecuária já se atentou à necessidade do aumento da produtividade, que só será possível a partir do pilar composto por três alicerces: genética, nutrição e manejo. Alinhando esses conceitos, da porteira pra dentro, o pecuarista terá todas as ferramentas para agregar valor à sua produção. Ele pode alcançar alta produtividade e reduzir o tempo de abate, obter melhor rendimento de carcaça (conformação superior e animais precoces com acabamento de 3 a 10mm de gordura), requisitos que definem a procedência da proteína vermelha.

Somado ao apoio da União, os mercados externos se abrirão automaticamente, fazendo elevar o faturamento por hectare para o criador. Segundo o JBS, atualmente apenas 14% da produção brasileira se enquadra nos padrões desejáveis de produção. Para atendermos o mercado internacional à altura, é preciso que os criadores trabalhem em conjunto. Devemos, por meio da indústria frigorífica, apresentar uma carne bovina superior, obtendo assim a valorização que tanto aguardamos.

Cresce também a necessidade de maior comprometimento na produção de qualidade. Com a renda de boa parte da população em crescimento, apresentar uma carne macia e saborosa pode ser considerado o diferencial para que a proteína vermelha deixe de ser apenas mais um ingrediente na mesa do consumidor e seja vista como elemento essencial na culinária gourmet. Por isso, devemos elevar o padrão da carne brasileira, que sob a ótica dos importadores, ainda é classificada como ingrediente. Além de trabalhar com touros melhoradores e genética de qualidade, é necessário inseri-los em programas de melhoramento e, a partir daí, promover o acompanhamento técnico-científico na propriedade.

Ações como estas elevam a margem de lucro anual de fazendas no Centro-Oeste, e nos colocam como referência na pecuária brasileira. Ao disponibilizarmos 1000 reprodutores de alta qualidade, em um único dia no mercado, notamos a vocação e o interesse do agronegócio brasileiro em ocupar espaço na demanda crescente por carne bovina projetada para as próximas décadas. Verifico também a evolução e o profissionalismo voltado à seleção genética, mas com o reconhecimento de que ainda temos muito a desenvolver.

*Ilson Corrêa é diretor de pecuária da Nelore Grendene, em Cáceres (MT).