Voltar

Meio Ambiente

Foto: Dhiony Costa e Silva

Foto: Dhiony Costa e Silva

Carlos Roberto Lima, engenheiro florestal e responsável pela ERGA/SEDAM - Escritório Regional de Gestão Ambiental-, afirma que, mesmo sendo uma atividade recente no Estado, o reflorestamento é uma boa opção de renda para as propriedades rurais. As florestas plantadas produzem madeira que pode ser utilizada para geração de energia ou como matéria prima para indústrias moveleiras, construção civil e celulose. Mas ainda oferecem os subprodutos tais como essências e resinas como é o caso do Pinus, podendo proporcionar lucro até mesmo sem ser cortada. Além disso, por sua rusticidade e versatilidade o plantio de eucalipto também pode ser realizado em áreas impróprias às culturas agrícolas convencionais.

Existem cerca de 21 espécies de eucalipto, algumas com floração precoce outras com madeira mais densa, e, ainda, as que fornecem óleo essencial para a indústria. O importante é encontrar uma espécie que seja indicada para determinada região e atenda às necessidades do produtor. Atualmente, o Brasil destina 5,2 milhões de hectares para as florestas plantadas, principalmente eucaliptos e pinus. Tal área poderá expandir-se fortemente como na China que é a, campeã mundial com 45 milhões de hectares e o Japão 10 milhões.

Poupança Verde

Hoje o metro cúbico oriundo de reflorestamento na região de Vilhena tem sido negociado em média por 98,00 reais, o Eucalipto especificamente leva vantagem muito grande em relação a lenha nativa quanto ao fornecimento energético por m³. Já em 2011 resina de pinus foi negociado no estado entre 5 a 10 reais o quilo. Os exemplos de lucratividade nos reflorestamentos em consórcios já começam a aparecer no estado.

O agricultor Lizeu Roieski, gerente da Fazenda Santa Catarina em Vilhena, afirma que mesmo plantado em solo arenoso, o eucalipto tem mantido uma boa rentabilidade, plantado com mudas clonadas em janeiro deste ano, já ultrapassa 2 m. de altura. Aproveitou ainda as áreas plantadas consorciando no primeiro ano com melancia. “Tenho que manter o solo limpo, então faço uma boa cobertura com adubo e colho melancias sem o mínimo prejuízo para o reflorestamento”.

Lizeu também mantém, uma parceria com um apicultor que colocou mais de 200 colmeias no entorno da plantação e que lhe paga 7% da produção. O mel produzido nos reflorestamentos de eucalipto já caiu no gosto dos mercados europeu e norte americano, exemplo disto é a conquista deste mercado por apicultores de Aracruz no Espírito Santo que estão exportando toda sua produção.

Seguindo uma tendência nacional, o Governo de Rondônia normatizou o plantio de árvores para fins comerciais. Através do Decreto 15.933 de 19/05/2011, e instrução normativa nº1/SEDAM, (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental) de 30/05/2011 o Governo fez uma série de modificações que favorecem os reflorestamentos tanto de espécies nativas quanto de exóticas.

Quem quer plantar:

Deve se dirigir a SEDAM, EMATER (Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia), ou ainda a um profissional da área florestal para orientação. Lembrando que mesmo com os incentivos a propriedade deve no mínimo ter o CAR-RO (Cadastro Ambiental Rural). A propriedade deve estar mapeada (Coordenadas Geográficas) e ter identificada a Reserva Legal e as APPS (Áreas de Preservações Permanentes), pois a I.N. (Instrução Normativa) determina que o plantio seja realizado fora das reservas. Salvo em caso de financiamentos, não é obrigatório que o imóvel esteja escriturado.

Quem já pode comercializar as arvores:

Para as espécies exóticas como Téca, Eucalipto e Pinus, o produtor só precisa emitir a nota fiscal de produtor rural, citando a Base Legal o Decreto e a Instrução Supramencionados, o que deixa o produtor isento de DOF (Documento de Origem Florestal).

Para as espécies nativas como: Mogno, Pinho Cuiabano, Bandarra e outras o produtor que não fez o “Comunicado de Plantio” e o “Informativo de Corte” terá que regularizar seu plantio através de um projeto, pois o prazo para estas operações junto ao SEDAM espirou no ultimo dia 30/05 2012. Para estas espécies as exigências são um pouco maiores, para se comercializar o produtor deve providenciar além da Nota Fiscal o Informativo de Corte e o DOF- Documento de Origem Florestal.

Algumas espécies e suas principais finalidades

Para mourão de cerca: E. citriodora, E. torelliana e E. cloeziana
Produção de mel (pasto apícola): E. urophylla, E. camaldulensis e E. robusta.
Óleo essencial: E. citriodora, E. exserta e E. staigeriana.
Carvão vegetal: E. paniculata, E. cloeziana e E. citriodora.
Celulose e papel: E. grandis, E. urophylla e E. saligna.
Serraria e construção civil: E. grandis, E. dunnii e E. pilularis.
Marcenaria: E. grandis, E. maculata e E. citriodora.

21/06/2013

Carlos Roberto Lima, engenheiro florestal e responsável pela ERGA/SEDAM - Escritório Regional de Gestão Ambiental-, afirma que, mesmo sendo uma atividade recente no Estado, o reflorestamento é uma boa opção de renda para as propriedades rurais. As florestas plantadas produzem madeira que pode ser utilizada para geração de energia ou como matéria prima para indústrias moveleiras, construção civil e celulose. Mas ainda oferecem os subprodutos tais como essências e resinas como é o caso do Pinus, podendo proporcionar lucro até mesmo sem ser cortada. Além disso, por sua rusticidade e versatilidade o plantio de eucalipto também pode ser realizado em áreas impróprias às culturas agrícolas convencionais.

Existem cerca de 21 espécies de eucalipto, algumas com floração precoce outras com madeira mais densa, e, ainda, as que fornecem óleo essencial para a indústria. O importante é encontrar uma espécie que seja indicada para determinada região e atenda às necessidades do produtor. Atualmente, o Brasil destina 5,2 milhões de hectares para as florestas plantadas, principalmente eucaliptos e pinus. Tal área poderá expandir-se fortemente como na China que é a, campeã mundial com 45 milhões de hectares e o Japão 10 milhões.

Poupança Verde

Hoje o metro cúbico oriundo de reflorestamento na região de Vilhena tem sido negociado em média por 98,00 reais, o Eucalipto especificamente leva vantagem muito grande em relação a lenha nativa quanto ao fornecimento energético por m³. Já em 2011 resina de pinus foi negociado no estado entre 5 a 10 reais o quilo. Os exemplos de lucratividade nos reflorestamentos em consórcios já começam a aparecer no estado.

O agricultor Lizeu Roieski, gerente da Fazenda Santa Catarina em Vilhena, afirma que mesmo plantado em solo arenoso, o eucalipto tem mantido uma boa rentabilidade, plantado com mudas clonadas em janeiro deste ano, já ultrapassa 2 m. de altura. Aproveitou ainda as áreas plantadas consorciando no primeiro ano com melancia. “Tenho que manter o solo limpo, então faço uma boa cobertura com adubo e colho melancias sem o mínimo prejuízo para o reflorestamento”.

Lizeu também mantém, uma parceria com um apicultor que colocou mais de 200 colmeias no entorno da plantação e que lhe paga 7% da produção. O mel produzido nos reflorestamentos de eucalipto já caiu no gosto dos mercados europeu e norte americano, exemplo disto é a conquista deste mercado por apicultores de Aracruz no Espírito Santo que estão exportando toda sua produção.

Seguindo uma tendência nacional, o Governo de Rondônia normatizou o plantio de árvores para fins comerciais. Através do Decreto 15.933 de 19/05/2011, e instrução normativa nº1/SEDAM, (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental) de 30/05/2011 o Governo fez uma série de modificações que favorecem os reflorestamentos tanto de espécies nativas quanto de exóticas.

Quem quer plantar:

Deve se dirigir a SEDAM, EMATER (Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia), ou ainda a um profissional da área florestal para orientação. Lembrando que mesmo com os incentivos a propriedade deve no mínimo ter o CAR-RO (Cadastro Ambiental Rural). A propriedade deve estar mapeada (Coordenadas Geográficas) e ter identificada a Reserva Legal e as APPS (Áreas de Preservações Permanentes), pois a I.N. (Instrução Normativa) determina que o plantio seja realizado fora das reservas. Salvo em caso de financiamentos, não é obrigatório que o imóvel esteja escriturado.

Quem já pode comercializar as arvores:

Para as espécies exóticas como Téca, Eucalipto e Pinus, o produtor só precisa emitir a nota fiscal de produtor rural, citando a Base Legal o Decreto e a Instrução Supramencionados, o que deixa o produtor isento de DOF (Documento de Origem Florestal).

Para as espécies nativas como: Mogno, Pinho Cuiabano, Bandarra e outras o produtor que não fez o “Comunicado de Plantio” e o “Informativo de Corte” terá que regularizar seu plantio através de um projeto, pois o prazo para estas operações junto ao SEDAM espirou no ultimo dia 30/05 2012. Para estas espécies as exigências são um pouco maiores, para se comercializar o produtor deve providenciar além da Nota Fiscal o Informativo de Corte e o DOF- Documento de Origem Florestal.

Algumas espécies e suas principais finalidades

Para mourão de cerca: E. citriodora, E. torelliana e E. cloeziana
Produção de mel (pasto apícola): E. urophylla, E. camaldulensis e E. robusta.
Óleo essencial: E. citriodora, E. exserta e E. staigeriana.
Carvão vegetal: E. paniculata, E. cloeziana e E. citriodora.
Celulose e papel: E. grandis, E. urophylla e E. saligna.
Serraria e construção civil: E. grandis, E. dunnii e E. pilularis.
Marcenaria: E. grandis, E. maculata e E. citriodora.

Foto: Dhiony Costa e Silva