Bovinocultura de corteNotíciasPecuária

APRON aponta prejuízo bilionário com defazagem da arroba em Rondônia

Encontro na FAPERON reuniu setor produtivo de Rondônia para discutir desigualdade de preços e impactos da exportação

Na manhã desta sexta-feira (11), lideranças do setor agropecuário de Rondônia se reuniram na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON) para discutir a forte defasagem no preço da arroba do boi no estado e os impactos de uma possível tarifa de até 50% sobre a carne bovina brasileira exportada aos Estados Unidos.

Durante a reunião, o presidente da APRON, Adélio Barofaldi, destacou a diferença de até R$ 50 por arroba entre Rondônia e estados como Mato Grosso e São Paulo. Segundo ele, a situação gera perdas expressivas aos pecuaristas rondonienses, desestimula a atividade e empobrece regiões inteiras onde a economia gira em torno da pecuária.

“Não é razoável que, mesmo cumprindo todas as exigências legais, sanitárias e ambientais, o produtor de Rondônia receba bem menos do que em outros estados. Chamamos o governo do estado e o parlamento estadual e federal para essa conversa porque é preciso uma ação conjunta. Rondônia precisa defender o valor do seu gado, do seu trabalho e da sua produção”, afirmou Barofaldi.

O senador Jaime Bagattoli reforçou que a estrutura frigorífica do estado é insuficiente para atender ao volume de produção, o que compromete a precificação. Ele chamou atenção para os criadores de bezerros, a base da cadeia, que enfrentam as maiores perdas.

“Estamos vendo uma diferença agressiva no preço do bezerro de Rondônia em relação ao Mato Grosso. Precisamos encontrar um mecanismo fiscal ou logístico que ajude a equilibrar o mercado. Se não fizermos isso, vamos desestimular o pequeno produtor de cria, que já sofre com margem apertada”, destacou.

Outro ponto discutido foi a possível imposição de uma tarifa de até 50% pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira. A medida, se implementada, pode gerar impacto direto nos preços internos, aumentar a oferta no mercado doméstico e intensificar a pressão sobre o pecuarista.

articiparam do encontro, além da APRON e do senador Jaime Bagattoli, o secretário de Estado de Finanças (SEFIN), Luís Fernando, dirigentes da FAPERON e representantes de outras entidades do agro rondoniense.

O setor defende a articulação conjunta entre governo, parlamento e entidades produtivas para encontrar soluções fiscais, logísticas e regulatórias que corrijam as distorções de mercado e valorizem a pecuária rondoniense.

Por Dhiony Costa e Silva – Domínio Rural

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Domínio Rural