Sem categoria

Sphenophorus levis reforça alerta para manejo nos canaviais

Conhecido como bicudo-da-cana, inseto pode causar perdas expressivas de produtividade e desafia produtores pela dificuldade de controle nos canaviais do Centro-Sul do Brasil

Considerada uma das pragas mais preocupantes da  cana-de-açúcar, o Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana, segue desafiando produtores em importantes regiões canavieiras do Centro-Sul do Brasil, principalmente nos períodos mais secos do ano. Com comportamento silencioso e difícil controle, a praga compromete diretamente a produtividade e a longevidade dos canaviais ao atacar o sistema radicular da planta.

As larvas do inseto broqueiam os rizomas da cana, provocando a morte de perfilhos e, em casos mais severos, de toda a touceira. O impacto é significativo no desenvolvimento da cultura, reduzindo a produtividade do canavial e aumentando os custos de manejo da lavoura.

Segundo especialistas do setor, um dos principais desafios no manejo do Sphenophorus levis está relacionado ao seu ciclo biológico. Grande parte da vida do inseto (ovos, larvas e pupas) ocorre protegida na região subterrânea das touceiras. Os adultos representam o único estágio encontrado fora das touceiras, mas permanecem escondidos entre colmos caídos, sob torrões ou até mesmo no interior das galerias abertas pelas larvas, podendo gerar de quatro a cinco gerações por ano.

“O Sphenophorus é hoje uma das pragas mais complexas dos canaviais justamente pela dificuldade de controle e pelo impacto econômico que provoca, podendo ocasionar perdas de até 25 toneladas de cana-de-açúcar por hectare ao ano. Muitas vezes, o produtor percebe os danos apenas quando já existe comprometimento importante na lavoura”, explica o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela.

Manejo preventivo é essencial no controle de pragas

Diante desse cenário, o manejo preventivo se torna fundamental para evitar a disseminação da praga. Entre as principais recomendações estão o uso de mudas sadias, limpeza adequada de máquinas e implementos agrícolas após operações em áreas infestadas e adoção de estratégias de vazio sanitário e destruição mecânica da soqueira em áreas com alta infestação.

Segundo Tomazela, o inseto não possui capacidade de voo, então grande parte da disseminação acontece por meio de mudas infestadas e restos vegetais transportados por máquinas agrícolas. “Por isso, o uso de inseticidas são essenciais para o manejo da praga, especialmente quando associados ao monitoramento constante e a estratégias integradas de manejo”, destaca.

O monitoramento constante dos canaviais é crucial para identificar precocemente os danos causados pela praga e definir estratégias mais eficientes de manejo. Em áreas infestadas, o tratamento químico na soqueira e no sulco de plantio continua sendo ferramenta importante para reduzir a população do inseto e preservar o potencial produtivo da lavoura.

Para auxiliar o produtor nesse desafio, a IHARA disponibiliza ao mercado o ZEUS, tecnologia exclusiva desenvolvida para o manejo do Sphenophorus levis. O produto oferece elevado efeito de choque e residual prolongado, reduzindo em até 60% o ataque do bicudo-da-cana. Trata-se de uma solução sistêmica, aplicada diretamente no solo, na região radicular da planta, promovendo proteção eficiente no controle de pragas subterrâneas.

Além do controle eficiente, a tecnologia contribui para a manutenção do vigor da soqueira, o que favorece a maior longevidade do canavial, proporcionando maior sustentabilidade e rentabilidade ao produtor.

“As pragas de solo estão entre os principais desafios da canavicultura moderna porque atacam diretamente a estrutura da planta e comprometem produtividade, longevidade e rentabilidade. O ZEUS foi desenvolvido justamente para entregar controle mais eficiente, proteção prolongada e maior sustentabilidade ao sistema produtivo”, afirma Michel Tomazela.

Área tratada com defensivos nos canaviais

De acordo com levantamento realizado pela Kynetec Brasil, a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a Área Potencial Tratada (PAT) com defensivos agrícolas na cultura da cana-de-açúcar representou cerca de 4% do total em 2025, mantendo participação estável nos últimos anos. Já o valor de mercado relacionado aos defensivos destinados à cultura alcançou aproximadamente 8% do total movimentado no setor, reforçando a importância da canavicultura no mercado de proteção de cultivos e a crescente demanda por tecnologias voltadas à eficiência agronômica e preservação do potencial produtivo dos canaviais.

Sobre a IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que, há mais de 60 anos, leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa, sendo uma marca que possui a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais, somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Domínio Rural