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Com ataques internos, praga silenciosa e de alta proliferação coloca em risco o cultivo de bananas

Broca-do-rizoma demanda monitoramento constante e combate integrado para evitar prejuízos que podem chegar à perda de 80% das lavouras

Com crescimento da produção de 6,99 milhões para 7,23 milhões de toneladas entre 2024 e 2025, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), o Brasil é atualmente o quarto maior produtor mundial de banana. Com mais de 40 variedades e cerca de 473 mil hectares cultivados, o setor se destaca pelo abastecimento interno, gerando mais de 500 mil empregos diretos, como destaca a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No entanto, a rápida perecibilidade da fruta e o ataque de pragas podem ameaçar a produtividade e o faturamento do setor.

A broca-do-rizoma (Cosmopolites sordidus), popularmente conhecida como moleque-da-bananeira, é a principal praga da bananicultura. De forma silenciosa e altamente destrutiva, a ameaça começa na fase larval do besouro, quando os insetos penetram no rizoma da planta para se alimentar. Como consequência, a capacidade de absorção de recursos do solo e o aparecimento de novas raízes ficam comprometidos, enfraquecendo o desenvolvimento da cultura.

Para evitar perdas, o produtor deve observar o aparecimento de folhas amareladas que secam precocemente, a redução severa do tamanho dos cachos e, em casos mais graves, a morte da gema apical. Com a estrutura interna comprometida e sem sustentação, a planta tende a tombar facilmente.

Combate e prevenção

Como explica o gerente de assuntos regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, “o problema é agravado pela facilidade de disseminação do besouro por todo o país, transportado no interior de mudas convencionais infestadas por ovos e larvas”. Sem um combate adequado, as perdas produtivas podem variar de 30% a 80% nos bananais.

Segundo Kagi, o controle químico é uma das alternativas para o manejo da praga e deve ser realizado somente com produtos registrados para a cultura e conforme as orientações de bula. Além dessa opção, o produtor pode recorrer a outras estratégias de manejo, como a limpeza completa do rizoma com descortiçamento, que consiste na remoção da casca externa do bananeiro.

“Quando a amostragem atinge o nível crítico, o produtor precisa agir rápido, combinando diferentes frentes de combate”, diz o profissional. O manejo também pode ser complementado com o controle biológico, como o uso do fungo Beauveria bassiana, um agente biológico que contamina os besouros por contato e pode eliminá-los em até dez dias. Outra alternativa são as armadilhas de feromônio, que exploram o cheiro atrativo da própria praga para capturá-la em uma solução aquosa.

Kagi também reforça que a escolha da estratégia de controle deve considerar as condições da lavoura e contar com a orientação de um profissional habilitado. No caso do controle químico, é fundamental utilizar somente produtos registrados para a cultura e seguir as recomendações de bula, a fim de preservar a produtividade e evitar custos adicionais.

“A banana é uma das frutas mais consumidas no Brasil, e manter nossas culturas saudáveis, por meio do manejo correto, significa garantir que o setor continue crescendo e gerando empregos, além de preservar a alta produtividade”, finaliza.

O site do Sindiveg disponibiliza mais informações sobre a proteção de outras culturas, por meio da página: Proteção de cultivos – Sindiveg.

Sobre o Sindiveg  

Há mais de 85 anos, o Sindiveg – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal atua no Brasil representando o mercado de defensivos agrícolas no País, com suas 23 associadas, e dando voz legalmente à indústria de produtos de defesa vegetal em todo o território nacional. O Sindicato tem como propósito a promoção da produção agrícola de forma consciente, com o uso correto e seguro dos defensivos, bem como o apoio ao setor no desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos para o seu uso consciente, sempre respeitando as leis, a sociedade e o meio ambiente.  

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