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Confinamento promove aumento da eficiência alimentar e redução do tempo para o abate

Sistema intensivo ajuda a impulsionar a produtividade do rebanho e acelera o ganho de peso dos animais

Com duração média de 90 a 120 dias e ganhos de peso que podem chegar a mais de 1,5 kg por animal ao dia, o confinamento tem sido adotado por pecuaristas que buscam acelerar a terminação dos bovinos, melhorar a eficiência alimentar e aumentar a previsibilidade da produção.

“Nesse sistema de terminação, 100% da alimentação dos animais é fornecida no cocho. A viabilidade econômica tende a ser maior em propriedades com escala suficiente para diluir os custos fixos da estrutura e dos equipamentos, como misturador, cochos, silos e equipamentos de distribuição, além das despesas com a equipe”, observa o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson.

Entre as vantagens do confinamento estão a maior previsibilidade da produção e o melhor aproveitamento dos insumos utilizados na dieta. A alimentação é balanceada e formulada de acordo com as exigências nutricionais dos animais. Com dietas de alta densidade energética e monitoramento constante do consumo, os bovinos podem apresentar ganhos de peso mais rápidos e melhor aproveitamento dos nutrientes ingeridos.

Marson explica que os animais confinados tendem a apresentar melhor conversão alimentar, aproveitando de forma mais eficiente os nutrientes da dieta para o ganho de peso. Para alcançar esse desempenho, o produtor deve oferecer uma dieta composta por alimentos proteicos, energéticos e fontes de fibra efetiva, complementada por núcleos minerais vitamínicos e aditivos necessários ao equilíbrio nutricional.

Ele destaca que outra vantagem do sistema é a menor dependência das condições climáticas e das forragens, permitindo ao pecuarista manter um fluxo contínuo de produção ao longo do ano, atendendo às demandas do mercado com maior regularidade.

Em relação à redução da idade ao abate, a maior eficiência alimentar possibilita que os animais permaneçam menos tempo no sistema produtivo, contribuindo para reduzir o ciclo de produção, aumentar o giro do capital investido e melhorar a relação entre os custos da dieta e as arrobas produzidas. Marson pondera, porém, que os resultados positivos dependem do planejamento nutricional, da qualidade dos ingredientes utilizados, do manejo adequado dos cochos e do acompanhamento técnico permanente.

“A qualidade das instalações, a disponibilidade de sombra, água limpa e conforto térmico são fatores fundamentais para o sucesso do sistema, uma vez que o estresse pode reduzir o ganho de peso e aumentar a incidência de doenças. É importante monitorar constantemente indicadores como ganho de peso diário e o consumo de matéria seca para evitar falhas que possam comprometer a eficiência do sistema”, alerta.

Outro ponto de atenção é o risco de dietas mal formuladas, que podem causar problemas metabólicos, como acidose ruminal, redução do consumo alimentar e queda no desempenho. Por isso, o balanceamento nutricional exige acompanhamento técnico e ajustes frequentes.

“Com uma equipe capacitada, planejamento nutricional e acompanhamento constante dos animais, o confinamento pode elevar o desempenho sem deixar de lado o bem-estar e a sustentabilidade da produção”, finaliza.

Sobre a Connan

Com sede em Boituva (SP) e filial em Campo Verde (MT), a Connan Nutrição Animal é uma empresa de pecuaristas que vive exclusivamente do agronegócio e tem sua origem histórica na década de 1940. É a única empresa 100% nacional que produz o seu próprio fosfato bicálcico, garantindo assim o abastecimento e a qualidade desse ingrediente, além de ter desenvolvido a tecnologia exclusiva Aglomerax e um portfólio completo de suplementos focado em resultados.

Mais informações: http://www.connan.com.br.

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